Realidade VS Expectativa na trajetória do Metaverso

O buzz que vem sendo criado sobre o Metaverso é enorme, dividindo opiniões, levantando dúvidas e criando expectativas em todos devido a sua proposta ser uma nova forma de se conectar virtualmente, diferente de tudo o que conhecemos. Cada um especula como será o Metaverso: alguns com ideias realistas, outros com visões utópicas. Diante disso, deve ser levado em consideração que esse conceito ainda está caminhando e possui diversas possibilidades diferentes de rumos a serem tomados.

Independente do que é sonho ou realidade, as empresas vêm realizando uma verdadeira corrida para tentar obter o seu espaço no mundo virtual. Desde criações de design de ambientes inteiros, até as possíveis mercadorias e soluções que podem ser oferecidas para atender seus nichos, a aposta é grande, mesmo com o Metaverso em si tenha sido vendido, em partes, como ficção.

O próprio conceito de Metaverso remonta o romance “Snow Crash”, de 1992, escrito pelo norte-americano Neal Stephenson. Nesse mundo de Stephenson, os seres humanos vivem em um mundo virtual onde eles controlam avatares, como em um videogame, para fugir de uma realidade distópica. Esse gancho também foi utilizado em várias obras da ficção, como no livro e filme Jorgador Número 1 (Eernest Cline/Steven Spielberg), Matrix (irmãs Wachowski), entre outros. Porém, essas obras sempre venderam a ideia de um mundo virtual como uma solução para uma realidade pessimista, destruída ou tomada por conflitos, enquanto a ideia do Metaverso atual, surge como uma adição à mais a vida cotidiana, para solucionar problemas e facilitar a vida no mundo real.

Algumas empresas já criaram réplicas de suas matrizes online com tecnologia avançada, para já entregar um gostinho do que poderá ser o Metaverso, contando até mesmo com simulações e uso de IA para deixar tudo muito imersivo. Para essas organizações, que já estão investindo nisso, o Metaverso já pode ser considerado real e bastante útil. Os setores que já se beneficiaram muito com a construção de ambientes digitais para simulação são a arquitetura, a engenharia, a manufatura, a mídia de entretenimento e a supercomputação. Até mesmo simular cidades completas é uma das possibilidades, para que testes em diversos cenários sejam feitos e estudados.

De modo geral, o Metaverso já pode ser considerado real, porém, ainda é constituído de muitos pensamentos idílicos quando se estende para a esfera do usuário final, principalmente se tomarmos a ficção como objeto de comparação. Para solucionar muitas das questões envolvendo esse parâmetro, é preciso pensar no barateamento da tecnologia, construção de conceitos, propósitos e material que seja interessante, para que o público realmente comece a aderir.

Somente pensando a frente e investindo em tecnologia, é possível chegar mais longe e atingir as expectativas esperadas para o Metaverso. Venha junto com a M3Corp explorar as infinitas possibilidades que o Metaverso pode trazer.

Fonte: https://tiinside.com.br/16/05/2022/metaverso-o-que-ja-e-real-no-longo-caminho-ate-um-verdadeiro-mundo-virtual/